Se chegou até esta página é porque, muito provavelmente, o seu joelho já não está a colaborar com a sua vida diária. Dói para andar, dói para subir escadas, dói até para se levantar do sofá… e talvez tenha ouvido aquela frase que ninguém gosta de ouvir, mas que por vezes é a solução certa: “Está na altura de colocar uma prótese do joelho.”
É normal que isto assuste. Toda a gente fica apreensiva. Mas a verdade é que, apesar de ser uma cirurgia grande, com dor pós-operatória e riscos que devem ser discutidos, trata-se de uma intervenção extremamente comum. O pós operatório embora difíceis milhares de pessoas passam por isto… Realizam-se centenas de milhares de próteses de joelho todos os anos em todo o mundo, com taxas de sucesso impressionantes.
A probabilidade de a sua cirurgia correr bem é muito elevada, e está a fazer este caminho porque precisa — e porque há uma solução eficaz para recuperar a qualidade de vida
Quando falamos em prótese do joelho, é natural imaginar que se substitui tudo. Mas isso não é sempre verdade. Existem dois tipos principais de cirurgia: a prótese total e a prótese unicompartimental (uniartroplastia).
A prótese total é indicada quando o desgaste atinge vários compartimentos do joelho ou quando há uma deformidade significativa. É o procedimento mais comum, com resultados muito consistentes e grande alívio da dor.
Imagem retirada de https://3d4medical.com/
A uniartroplastia, por outro lado, substitui apenas um lado do joelho — geralmente o interno — e é reservada para casos em que o restante da articulação está saudável. Permite uma recuperação mais rápida, menos dor inicial e um movimento mais natural, pois preserva os ligamentos centrais. No entanto, só é apropriada para doentes muito bem selecionados, com desgaste limitado.
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Embora a cicatriz de fora seja muito semelhante existem várias maneiras de aceder ao joelho.
Chama-se via de abordagem.
Existem várias formas de “entrar” no joelho durante a cirurgia. A mais tradicional é a via parapatelar, onde se desloca parcialmente o músculo do quadríceps para aceder à articulação. É eficaz, amplamente usada e bem estudada, mas pode causar um pouco mais de dor e uma recuperação inicial mais lenta.
A via subvastus, utilizada pelo autor desta página, preserva o músculo quadríceps, levantando-o cuidadosamente por baixo, sem o cortar. Esta técnica costuma resultar em menos dor, melhor mobilidade precoce e uma sensação mais natural durante a recuperação. É uma via tecnicamente mais exigente e não é adequada para todos os casos, mas quando aplicada corretamente oferece benefícios apreciáveis no pós-operatório.
As próteses de joelho são um pouco como automóveis: todas têm a mesma função, todas permitem andar, mas há diferentes gamas e diferentes desempenhos. Existem modelos que permitem maior flexão, outros mais estáveis para ligamentos frágeis, alguns com materiais mais resistentes ao desgaste e designs que imitam melhor a anatomia natural.
O mais importante é que o implante tenha boa evidência científica, seja adequado ao seu estilo de vida e ao seu tipo de joelho, e seja colocado por um cirurgião experiente na utilização daquele modelo.
Existem modelos para pessoas com alergias a metais!!! A prótese é efectuada por uma liga de cromio cobalto, portanto se sabe que tem alergia aos metais pode ser implantado uma prótese para pessoas alérgicas a metais!!!
Durante a cirurgia, o cirurgião abre a articulação, remove a cartilagem desgastada e prepara o fémur e a tíbia com cortes extremamente precisos. Estes cortes criam superfícies perfeitas para receber as peças da prótese: uma no fémur, outra na tíbia, e entre elas um componente de polietileno que funciona como uma nova “almofada”, substituindo a função dos meniscos. No fim, confirma-se o alinhamento, a mobilidade e a estabilidade, e o joelho é fechado cuidadosamente.
Existem três formas de executar estes cortes.
A técnica convencional utiliza instrumentos mecânicos padronizados, que alinham o corte de acordo com eixos anatómicos conhecidos. É segura e utilizada há décadas com excelentes resultados.
A técnica por PSI (Patient Specific Instruments) envolve a realização de TAC ou ressonância magnética para produzir guias de corte personalizadas, feitas especificamente para o seu joelho, aumentando a precisão do planeamento.
A tecnologia robótica representa a forma mais moderna de realizar a cirurgia: o cirurgião continua no comando, mas utiliza um braço robótico que garante cortes extremamente exatos e alinhamento ideal, sobretudo em casos complexos.
Realizar o procedimento sem complicações , e um cirurgião verdadeiramente especializado em joelho maximiza essa possibilidade.
A consulta de diagnóstico é dedicada à avaliação rigorosa da patologia do joelho, com enquadramento clínico completo e definição estruturada do plano terapêutico. Um primeiro passo essencial para um tratamento seguro e personalizado.
Artigos desenvolvidos por especialistas para ajudar a compreender melhor o funcionamento do joelho