Artroscopia do joelho é o termo usado para realizar um procedimento mini invasivo no joelho com no mínimo duas incisões; onde por um lado se mete uma camâra e pelo outro se metem instrumentos de trabalho que auxiliam os gestos cirúrgicos.
Por esta via podem-se realizar diversos procedimentos ao menisco, cartilagem e ligamentos.
O tratamento de lesões meniscais, sendo que meniscectomia consiste na remoção parcial da lesão ou seja de uma pequena porção do menisco, enquanto sutura meniscal consiste em dar pontos no menisco esperando a sua cicatrização.
Todas as roturas meniscais são diferentes.
Existem pequenas roturas que pela sua morfologia se devem retirar, assim como em grandes roturas meniscais devemos tentar preservar sempre o menisco.
Sendo que o menisco é muito importante para a “saúde” do joelho porque não tentarmos suturar preservando a lesão sempre? Considerando as zonas do menisco dentro do joelho existem 3 regiões distintas consoante o sangue chega ao menisco. O sangue vem de fora para dentro no joelho, portanto as lesões mais de fora, ou periféricas, são lesões com irrigação sanguínea logo existe a possibilidade de cicatrizarem, enquanto que lesões mais dentro do joelho, mais centrais são avasculares e, portanto, sem capacidade de cicatrizar.
Zona 1 ou zona vermelha
Zona 2 ou zona de transição
Zona 3 ou zona branca
Portanto rotura predominantemente na zona branca será para realizar meniscectomia.
Enquanto que roturas na zona vermelha serão roturas que podem ser suturadas.
Um subtipo particular da lesão meniscal é a lesão radial completa. Considerando o que já sabes sobre o menisco é fácil de perceber que uma lesão radial completa, ou seja uma lesão que interrompe completamente o menisco, deve ter uma atenção diferente das outras.
Nestas lesões perdemos em grande parte a função do menisco de absorção do choque portanto a sutura de pelo menos parte do menisco deve ser sempre a maneira mais correta de proceder.
Colocamos uma câmara dentro do joelho e com ajuda de pinças especiais retiramos a parte lesionada do menisco.
Imagem retirada de https://3d4medical.com/
Colocamos uma câmara dentro do joelho e depois temos que suturar – dar pontos – para unir a lesão.
As hipoteses atualmente possíveis são:
Outside in: Pontos são dados com ajuda de agulhas de fora para dentro do joelho.
Inside- out: Pontos são dados com ajuda de agulhas de dentro para fora.
All-inside: Os pontos ficam todos dentro do joelho e são dados com ajuda de um dispositivo com uma pequena ancora.
Retira parte do menisco lesionado
Roturas em zona avascular
Lesões pequenas
Recuperação mais rápida
Maior risco de artrose
Dá pontos esperando a sua cicatrização
Rotura em zonas vascularizadas
Lesões extensas ou lesões radiais
Recuperação mais demorada
Menor risco de artrose
Pode não cicatrizar
Dor à frente do joelho – dor anterior no joelho: Normalmente é uma dor que dá a subir e descer escadas ou em terrenos irregulares que tem relação com o processo de cicatrização dos portais de entrada pela pele. Afinal o joelho é uma articulação profunda e há todo um caminho a percorrer para lá chegar.
Dor do lado medial ou interno do joelho: É uma dor bastante comum pode inflamação das estrutras mediais, particularmente a bolsa de voshel.
Picadas e espasmos musculares no pós operatório: Enquanto o joelho vai voltando ao normal, os músculos que não estão com ativação motora eficaz vão contraindo descontroladamente.
Dor em esforços: Durante os primeiros tempos o joelho vai se habituando ao novo normal, a atrofia muscular também é natural nestas situações, tudo contribuindo para estas alterações em esforços.
Em caso de sutura, ausência de cicatrização e nova rotura meniscal: A taxa de cicatrização não é 100% portanto é normal que por vezes aconteçam falhas com nova necessidade de intervenção. Mas lembre-se só existe uma possibilidade de sutura…. a primeira vez que se tenta.
preservar o menisco é ouro, e um cirurgião verdadeiramente especializado em joelho maximiza essa possibilidade.
A consulta de diagnóstico é dedicada à avaliação rigorosa da patologia do joelho, com enquadramento clínico completo e definição estruturada do plano terapêutico. Um primeiro passo essencial para um tratamento seguro e personalizado.
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