O joelho é uma das articulações mais importantes e mais “queixosas” do nosso corpo. Ele funciona como uma dobradiça super-sofisticada, permitindo que caminhemos, corramos, subamos escadas, dancemos no casamento do primo e até nos agachemos para apanhar aquela meia que inexplicavelmente apareceu no chão. Mas apesar de ser tão útil, é também uma das articulações que mais sofre.
Vamos entender porquê.
O joelho junta três ossos:
Fémur (a coxa)
Tíbia (a perna)
Rótula (aquela “pedrinha” que às vezes parece que salta quando tropeçamos)
O joelho serve para estender e fletir a perna, permitindo arco de mobilidade que em circunstâncias normais podem ir de 0 a 135º de flexão.
No entanto o joelho também roda!
Quando o joelho está fletido, existe capacidade para rotação interna e rotação externa da tíbia em relação ao fémur. Estes movimentos são fundamentais para caminhar, mudar de direção, dançar e até fazer aquele “truque” de virar o pé para calçar a meia.
Entre os ossos do joelho existe um conjunto de estruturas que servem para dar estabilidade, suavidade e amortecimento ao movimento. Entre elas:
São duas “almofadinhas” em forma de meia-lua que amortecem o impacto e ajudam a distribuir o peso. Pense neles como os amortecedores do seu carro — só que muito mais pequenos e sem revisão anual (embora às vezes precisassem!).
São “cordas” que seguram tudo no sítio. Por exemplo, o famoso ligamento cruzado anterior, aquele que, quando rompe, faz qualquer jogador de futebol entrar automaticamente em modo dramático.
A estrela que merece atenção especial. A cartilagem é um tecido muito liso e resistente que reveste as extremidades dos ossos que articulam com outros ossos, assim conseguem tocar uma na outra sem qualquer atrito…. Ela permite que o movimento seja suave e sem dor.
É uma das estruturas mais complexas e eficientes do corpo.
Suporta cargas enormes, permite movimentos multidirecionais e, quando está saudável, praticamente não o sentimos.
Mas também é sensível a desalinhamentos, torções e cuidados mal feitos.
Tratar bem do joelho é como ter uma boa relação:
A consulta de diagnóstico é dedicada à avaliação rigorosa da patologia do joelho, com enquadramento clínico completo e definição estruturada do plano terapêutico. Um primeiro passo essencial para um tratamento seguro e personalizado.
Artigos desenvolvidos por especialistas para ajudar a compreender melhor o funcionamento do joelho