Se chegou a esta página e quer saber mais sobre cirurgia do LCA, nós vamos ajudar.
O lca estabiliza o joelho, na prática impede que a tíbia deslize para a frente sobre o fémur embora também tenha um papel na estabilização da rotação do joelho pelo trajecto obliquo que tem.
Vamos desmitisficar alguns temas antes de explicar em que consiste a cirurgia.
Se sente instabilidade a caminhar quando faz rotações ou pratica algum desporto em que tenha que efectuar movimentos de rotação com o pé no chão, por exemplo, futebol, andebol, ski, ténis, deve pensar seriamente em realizar a cirurgia. Caso contrario se tiver uma vida sedentária ou preferir realizar apenas ginásio, corrida e não sente instabilidade recorrente talvez o tratamento conservador seja a melhor solução.
Se sente instabilidade a caminhar quando faz rotações ou pratica algum desporto em que tenha que efectuar movimentos de rotação com o pé no chão, por exemplo, futebol, andebol, ski, ténis, deve pensar seriamente em realizar a cirurgia. Caso contrario se tiver uma vida sedentária ou preferir realizar apenas ginásio, corrida e não sente instabilidade recorrente talvez o tratamento conservador seja a melhor solução.
O joelho está construído para ter os ligamentos todos e episódios sucessivos de instabilidade realizam movimentos de cisalhamento na cartilagem que leva ao desgaste mais precode traduzindo numa artrose precoce. Para além disso com episódios de instabilidade podem ocorrer lesões meniscais e de outros ligamentos que conduzem muitas vezes a cirurgias posteriormente.
O que dizem os estudos clínicos? O tratamento cirúrgico (reconstrução) em doentes com lesão não aguda do ligamento cruzado anterior foi superior ao tratamento não cirúrgico – reabilitação. Apesar de a fisioterapia poder proporcionar benefícios, os doentes com lesão não aguda do ligamento cruzado anterior beneficiam mais da reconstrução cirúrgica, sem atraso da intervenção.
O que dizem os estudos clínicos? Esta revisão sistemática, com um seguimento mínimo de 5 anos, demonstra que um menor intervalo de tempo entre a lesão e a reconstrução do ligamento cruzado anterior (LCA) esteve associado a uma menor incidência de osteoartrose a longo prazo. Esta redução do risco já foi observada quando a cirurgia foi realizada no prazo de 1 mês após a lesão, sendo mais acentuada quando efetuada dentro dos primeiros 6 e 12 meses.
Não existem roturas parciais para o doente. Existem roturas que conduzem a instabilidade e roturas que não conduzem a instabilidade. A rotura parcial é um diagnostico de radiologistas para radiologistas. À sinais indirectos de rotura do LCA que o ortopedista treinado sabe interpretar.
A cirurgia chama-se reconstrução do LCA, porque vamos reconstruir com um enxerto novo o Ligamento, pelo contrario à ligamentos que podem ser reparados. Pela historia existem diversas series que tentaram reparar o LCA embora com taxas de sucesso muito baixas.
Para reconstruir o LCA, temos que utilizar um enxerto e colocar o enxerto dentro do joelho. Para isso realizamos dois tuneis no osso como mostra na figura e fixamos o enxerto ao osso.
Imagem retirada de https://3d4medical.com/
Não existem melhores enxertos, se formos a estudar em laboratório todos os enxertos são mais fortes que o ligamento original, portanto é não é demais importante o enxerto que se utiliza.
No entanto existem enxertos que cicatrizam mais rápido que outros, assim como existem enxertos que tem uma taxa de falência superior a outros.
Existem vários enxertos:
O mais utilizado em Portugal são os isquiotibiais. As vantagens é que é um procedimento mais fácil de efetuar, mais reprodutível na sua colheita e no seu tamanho. No entanto quando utilizados é o enxerto que tem maior taxa de falência, ou seja, podem romper outra vez.
O osso rotuliano ou tendão patelar, é classicamente o mais utilizado nos jogadores de futebol, porque permite uma reabilitação mais precoce, já que o osso cicatriza mais rapidamente. As dores são maiores e a taxa de complicações também é maior. A tendinopatia após a colheita do enxerto é muito comum.
O tendão quadricipital é um enxerto menos utilizado em Portugal, no entanto os resultados são clinicamente sobreponíveis. A taxa de complicações é ligeiramente maior porque se viola o musculo da coxa, e a taxa de rotura é semelhante às do isquiotibiais.
O reto femoral é um enxerto promissor que foi recentemente descoberto e tem estudos promissores a curto prazo, ainda sem efeitos a longo prazo. Neste momento é um enxerto de resgaste quando já foram utilizados outros enxertos.
Conclusão, não há escolha certa, dependo da actividade que fazes, e do que queres praticar assim como da pressa que tens de regressar ao desporto.
Escolhido o enxerto e agora?
A cirurgia consiste em realizar dois tuneis, um no fémur e outro na tíbia por artroscopia, e segurar o enxerto no local correcto.
Durante a cirurgia procede-se à correção também de lesões meniscais ou de lesões cartilagíneas pelas mesmas incisões.
Falaram me de plastia externa para diminuir a taxa de re rotura, o que é isso??
A plastia externa não é mais que um reforço para além da reconstrução em si do LCA.
Existem vários consensos que demonstram que a plastia externa deve ser utilizada em casos selecionados para controlar melhor a rotação do joelho e diminuir a taxa de re operação.
Na verdade conseguem reduzir nos casos menos otimistas de 14% para 7% (metade!!!!!) a taxa de rotura.
Realizar o procedimento sem complicações, e um cirurgião verdadeiramente especializado em joelho maximiza essa possibilidade.
A consulta de diagnóstico é dedicada à avaliação rigorosa da patologia do joelho, com enquadramento clínico completo e definição estruturada do plano terapêutico. Um primeiro passo essencial para um tratamento seguro e personalizado.
Artigos desenvolvidos por especialistas para ajudar a compreender melhor o funcionamento do joelho