Instabilidade da Rótula

Diagnóstico, sintomas e tratamento

O que é a instabilidade da rótula?

instabilidade patelofemoral é uma quando a rótula (patela) per a posição natural dela no meio do fémur e desloca-se para lateral. É normalmente um evento súbito podendo voltar ao lugar naturalmente ou podendo regressar ao lugar apenas com ajuda externa de um profissional de saúde.

Como acontece?

Normalmente a rótula desloca-se em um sulco na região distal do fémur chamada tróclea. Por factores maioritariamente genéticos existem pessoas com alterações nesse sulco, assim como na posição estática da rotula relativamente ao fémur, estas alterações fazem com que a rotula tenha maior facilidade em movimentar de um lado para o outro nesse sulco, facilitando os episódios de instabilidade. 

Quando ocorre um episodio de luxação o ligamento patelofemoral rompe, provocando a dor característica na região interna do joelho. Quando a rotula volta ao lugar o ligamento pode cicatrizar, mas no entanto cicatriza normalmente com algum grau de alongamento o que normalmente significa que podem ocorrer episódios com maior frequência. 

Quais são os sintomas?

Em alguns casos não existe qualquer sintoma entre episódios de luxação da rótula. 

Em outros casos existe uma dor inespecifica sem localização concreta, e sem relação com os episódios. 

Mais normal é ter uma sensação de insegurança com o joelho em actividades desportivas que necessitem de rotação do tronco com o pé preso. 

Em episódios agudos de luxação, após a rotula ter encaixado, é primordial a mobilização precoce e evitar a colocação de tala de imobilização de forma a recuperar o mais precocemente a função do joelho.  

Recorrentemente os episódios sucedem-se e o doente aprende a “encaixar a rótula no sitio” e continuar a sua vida. 

Como se faz o diagnóstico?

1. Radiografias 

Permitem analisar o alinhamento da patela, altura patelar e a forma da tróclea. 

2. RMN (Ressonância Magnética) 

Fundamental para o diagnóstico. 

Podemos avaliar os 4 fatores major para as luxações da rotula: Altura da rótula; báscula da rótula; TAGT; Displasia da tróclea

3.TAC (quando necessário)

Útil na análise precisa do alinhamento, rotação óssea e eventual planeamento cirúrgico. 

Tratamento

A instabilidade da rótula pode ser muito incapacitante para os doentes que normalmente são bastante jovens. Sabemos que quanto mais cedo ocorre o primeiro episodio mais provável é de acontecer novamente, pode ser superior a 80% em doentes com idades inferiores a 18%.

Qual a importância do tratamento cirúrgico nestes doentes? Quando se dá um episodio de instabilidade a rótula bate com violência na cartilagem da fémur podendo ocorrer lesões cartilagíneas irreversíveis. 

Tratamento não cirúrgico

 O tratamento deve ser não cirúrgico em casos de primeiro episódio em idades não pediátricas. A fisoterapia deve concentrar-se em:  

  • reforço do quadricipital  
  • melhoria do controlo neuromuscular 
  • treino proprioceptivo 
  • correções posturais 

Tratamento Cirúrgico

O tratamento deve ser cirúrgico quando há + 1 episodio de luxação em qualquer idade, sendo uma opção válida mesmo `primeira vez em idades pediátricas. Os procedimentos podem incluir: 

  • reconstrução do MPFL 
  • realinhamento da tuberosidade tibial (osteotomia) 
  • correção de tróclea displásica (trocleoplastia) 

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